Educar crianças pequenas pode ser bastante desafiador quando o assunto é dar espaço para elas gastarem o excesso de energia, enquanto aprendem e se divertem. Cabe aos professores pensar em estratégias que incentivem o aprendizado e criem momentos de descontração entre os educandos.

Realizar atividades de integração entre as crianças, além de estimular que elas fortaleçam os laços de amizade entre elas, fará com que se abram mais para o que você tem a ensinar. Como professor, é importante manter a figura de autoridade, tanto quanto criar vínculos com os alunos a fim de oferecer a melhor experiência letiva para cada um deles.

Uma forma de promover esse tipo de interação, é por meio de brincadeiras educativas que podem ser desenvolvidas no dia a dia em sala de aula. Para inspirar você nesse sentido, separamos algumas ideias bem bacanas que certamente farão a alegria da garotada. Olha só:

Museu de artes

A ideia dessa brincadeira é fazer com que as crianças se sintam como se estivessem em um museu de artes. Para começar, o professor realiza um sorteio entre todos os estudantes que forem participar, a fim de definir quem será o artista e quem será o apreciador da rodada. O objetivo da brincadeira é que o apreciador adivinhe o que o artista está desenhando.

Essa atividade é ótima para desenvolver a criatividade dos educandos, assim como a intuição e comunicação. Cada vez que o apreciador adivinhar, ele e o artista ganham um ponto pela rodada bem sucedida. A brincadeira se repete até que todos sejam desenhistas e adivinhadores. O vencedor será o participante que fizer a maior pontuação.

Centopéia

Para exercitar a coordenação e inteligência espacial dos seus educandos, a gente separou essa brincadeira que é super simples e precisa apenas de uma bexiga para acontecer. O primeiro passo é pedir que todos os alunos formem uma fila indiana, para que então entregue a bexiga nas mãos do primeiro estudante. A partir disso, ele deverá passar o balão para o segundo da fila pelo meio das próprias pernas. O segundo recebe a bexiga e repassa ao terceiro por cima da sua cabeça. A sequência se repete até que o balão chegue ao último da fila, que deverá inverter a ordem e passar para o penúltimo, sucessivamente.

Quem errar a seqüência sai da brincadeira. O último a sobrar na fila ganha. Essa brincadeira é bastante lúdica e útil para gastar as energias extras dos estudantes e motivar a concentração e foco entre eles, além de render bons momentos de descontração e risadas.

Vôlei balão

Assim como na centopéia, o vôlei balão precisa apenas de uma bexiga para acontecer. Mas, nesse caso, o educador deve dividir a turma em dois grupos de número igual, para que formem dois times. Cada equipe deve se posicionar de um lado da sala, de frente uma para outra – assim como em um jogo de vôlei (se tiver uma rede ou linha para dividir o ambiente em duas partes, é melhor).

Os times devem jogar o balão para o lado adversário e evitar que ele caia no chão do seu próprio campo. O educando que errar o passe e permitir que o balão caia, deve sair da brincadeira até que reste apenas um aluno campeão. Essa atividade é excelente para fomentar exercícios físicos e ensinar aos estudantes a importância do trabalho em equipe e competição saudável.

Faz sentido

Essa é uma opção que exige menos movimentação física entre os educandos, o professor pode guiar a atividade na sala de aula mesmo, com os alunos sentados em seus devidos lugares, como se estivessem em uma aula normal. O educador deve ter consigo três recipientes para sorteio, um com o nome de todos os alunos, outro com espécies de animais e um último com o nome de objetos.

A cada rodada, serão sorteados um papel de cada recipiente e o educando escolhido deve escrever no quadro negro uma frase que faça sentido, em até 1 minuto, usando o nome do objeto e o animal sorteados. Após, o professor deve avaliar se a frase tem relevância e, se sim, validar um ponto para o competidor. Ao final, ganha o aluno que tiver o maior número de pontos quando acabarem os papéis de animais e objetos. Com essa atividade você estará exercitando o raciocínio lógico dos seus educandos, além de motivá-los praticarem o uso da língua portuguesa.

Jogo do 7

Esse jogo é um pouco mais complicado e por isso é recomendado aplicá-lo com alunos a partir dos 8 anos. Ele envolve o conhecimento dos números e de operações básicas da matemática, a partir do uso da tabuada. Para iniciar, o professor deve solicitar que os educandos se disponham em círculo e, aleatoriamente, deve ser escolhido alguém para iniciar a contagem.

Cada aluno deverá falar o número seguinte da sequência do 1 até o 100, porém ao invés de falar o 7 usará a expressão “opa” e também nos seus múltiplos. Exemplo: 1, 2, 3, 4, 5, 6, opa, 8, 9, 10, 11, 12, 13, opa, 15 e assim por diante. O aluno que errar será eliminado do jogo, sendo que a cada erro o jogo deve ser reiniciado começando do 1 novamente. A sequência deve ser repetida até que reste apenas um participante, sendo este o vencedor.

Com essa brincadeira você estimulará a cognição e atenção dos educandos, assim como estará fixando a compreensão da tabuada. No lugar do 7 é possível escolher outro número, para treinar o conhecimento sobre os múltiplos deles também.

São opções bem legais e de fácil aplicação, né? Planeje suas aulas para incluir esse tipo de atividade para fomentar o aprendizado aliado com a diversão. Certamente sua rotina letiva se tornará mais leve e dinâmica por meio desses exercícios. Depois escreve para a gente contando como foi a experiência!