Professor: aquele que é capaz de transformar a escola em abraço de humanidade e farol de humanização!

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Professor: aquele que é capaz de transformar a escola em abraço de humanidade e farol de humanização!
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Sabemos que atualmente, a missão de educar se tornou ainda mais desafiadora. A tecnologia avança depressa, as informações chegam de todos os lados e a escola precisa acompanhar mudanças constantes. O professor aprende novas ferramentas, reinventa métodos e busca aproximar o conhecimento de uma geração conectada, sem permitir que a velocidade das telas apague a profundidade do encontro humano.

Ao mesmo tempo, enfrenta salas diversas, sobrecarga de trabalho, cobranças crescentes e, muitas vezes, a falta do reconhecimento que merece. Precisa dialogar com alunos e famílias, lidar com diferentes realidades e seguir presente mesmo quando os próprios recursos parecem insuficientes. Ainda assim, recomeça a cada aula, porque sabe que uma explicação pode abrir uma porta e que uma palavra de incentivo pode mudar uma história.

Mas, como disse Hannah Arendt “…se não temos mais um mundo que nos oferece uma certa estabilidade, ainda temos, em princípio, a capacidade de agir e, por isso, em potência, também a de construir um mundo, um espaço de convivência entre nós, que abarca as experiências humanas, a interação entre as pessoas, seus feitos e o sentido que atribuem a tudo isso. Se há, portanto, carências que não escolhemos, há também facetas de nossa existência que dependem unicamente de nós, de nossas decisões e de nossos atos.”

E na esteira dessa reflexão, convocando nosso poder de imaginar e criar, me permito pensar a Escola como um “lugar de gente  aprender a ser Gente!”

Um lugar de acolhimento e escuta; de diálogo; de conhecer-se e de reconhecer o outro e construir vínculos; de comprometer-se para formar e formar-se.

Considerando que nesse lugar precisa acontecer uma prática docente humanizada e humanizadora, onde o professor, condutor dessa prática, não desconsidere,  em hipótese alguma, seu papel formador e formativo; Onde o processo de ensino aprendizagem não relativize a formação das virtudes, pois compreende a importância dos valores para a vida individual e coletiva; Onde a condução dos fazeres não se omita diante do erro e aponte o caminho para o acerto com respeito e amorosidade; onde a dinâmica de convivência não se resigne diante da diversidade, mas construa pontes e  medeie as interações humanas.

Onde a educação acontece abraçando a humanidade que existe em cada indivíduo ecompreende que “uma pessoa só é uma pessoa por meio de outras pessoas”.

Por isso, homenagear os professores é reconhecer sua capacidade criativa e criadora e sua capacidade de semear sem exigir ver de imediato a colheita. É agradecer a quem compartilha conhecimento, mas também humanidade; a quem corrige sem desistir, orienta sem impor e inspira sem fazer barulho. Cada conquista de um estudante e de toda a humanidade leva consigo um pouco da dedicação de quem o ensinou.

Que nunca lhes faltem voz, respeito e esperança para perseverar e significar e ressignificar sua prática e que, mesmo diante dos desafios do presente, nunca lhe falte a capacidade de ensinar abraçando a humanidade e acendendo o farol de humanização, que é a escola, tão necessário à humanidade contemporânea.

A todos os professores, nossa admiração e gratidão.

Por: Márcia Melo

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