Como são as escolas na Islândia? Fique por dentro da educação nos países nórdicos

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Como são as escolas na Islândia? Fique por dentro da educação nos países nórdicos
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Saiba como são as escolas na Islândia e entenda como funciona a educação gratuita em um país que preza pela excelência no ensino 

 

As escolas na Islândia podem ser consideradas umas das melhores do mundo. Conforme o Banco Mundial da ONU (2018), o país está entre os 10 países que mais investem no sistema educacional e sempre ocupa uma posição relevante nesse ranking. 

Neste artigo, você irá compreender como funciona o sistema de ensino na Islândia e quais são seus diferenciais. 

Como são as escolas na Islândia: os principais diferenciais 

  • Educação de qualidade para todos 

Ao contrário de países onde a qualidade da educação está ligada ao poder aquisitivo dos cidadãos, na Islândia, a preocupação é oferecer excelência em educação para todos.

Isso implica dar às crianças e aos jovens oportunidades iguais, independentemente de sua posição social, gênero, religião, possível deficiência, etc. 

Um resultado dessa prioridade é que, por nove anos consecutivos, o Fórum Econômico Mundial considerou o país com a menor diferença de igualdade de gênero do mundo.

  • Inclusão 

A inclusão escolar é um dos pontos que mais diferencia o sistema de educação na Islândia em comparação com outros países. 

Um exemplo disso, e motivo de divisão de opiniões entre as nações mais conservadoras, é a criação de escolas sem estereótipo de gênero, por meio do método chamado “Hjalli”.

Segundo a pedagoga islandesa Margrét Pála, “democracia e igualdade são irmãs que andam de mãos dadas”, e, por isso, educar as crianças sobre igualdade e diversidade é fundamental.

  • Gratuidade 

Embora nem todas as instituições sigam a metodologia citada acima, a (r)evolução das escolas na Islândia em relação a essas temáticas é notória ao fazermos esse recorte. 

Além disso, a gratuidade também é sinônimo de inclusão na educação islandesa. A maioria das escolas, desde a educação infantil até as universidades, são financiadas pelo Estado. 

E o governo prioriza a qualidade oferecida, fazendo com que as instituições públicas não sejam consideradas inferiores em relação às privadas. 

Como é dividida a educação básica na Islândia? 

Pré-escola

A Educação Infantil não é obrigatória até os 6 anos, e, por esse motivo, os pais pagam taxas. Porém, a maioria dessas taxas é subsidiada pelo município e ainda contam com o apoio financeiro do Estado.

Educação obrigatória

Dos 6 aos 16 anos, a frequência às escolas na Islândia é gratuita e obrigatória. Nessa fase, as disciplinas, por ordem de relevância (carga horária), são: 

  • idioma Islandês;
  • matemática;
  • artes;
  • idiomas modernos;
  • sociologia e religião;
  • educação física;
  • ciências naturais;
  • tecnologias de comunicação e informação;
  • economia doméstica;
  • habilidades para a vida , que incluem desenvolvimento de habilidades para resolver problemas, relações interpessoais, reflexão, etc.

Ensino secundário superior

Equivalente ao Ensino Médio no Brasil, o ensino secundário superior pode ser frequentado por alunos que concluíram o ensino obrigatório, normalmente entre os 17 aos 20 anos. 

Em relação à oferta de disciplinas, difere-se da educação obrigatória por conta dos programas vocacionais e artísticos, que têm como finalidade preparar os estudantes para o Ensino Superior. 

É obrigatório que os professores sejam formados em uma universidade e tenham pelo menos um ano dedicado aos estudos de metodologias de ensino. 

Quanto aos docentes de matérias específicas (vocacionais e artísticas), eles também devem possuir certificação em sua área, além de ter, no mínimo, dois anos de experiência.

O cooperativismo nas escolas da Islândia 

E afinal, como funciona o conceito de cooperativa na Islândia? Confira a seguir:

  • Detectar os problemas 

As escolas na Islândia seguem o conceito de cooperativa escolar, em que grande parte da metodologia é baseada nas necessidades detectadas pelos próprios alunos. 

Nesse caso, eles são incentivados a explorar o ambiente em que vivem, reconhecer problemas, carências e demandas. Assim, em conjunto, eles passam pelo processo de planejamento a fim de encontrar soluções para essas questões. 

  • Cooperação e solução

A segunda parte refere-se à exposição dos problemas junto com o professor, em uma abordagem cooperativa que visa discutir as possíveis soluções para as problemáticas identificadas.

  • A prática 

A última parte é a prática, quando os estudantes colocam em ação os projetos desenvolvidos em conjunto. 

Esses projetos, chamados de “protótipos”, são apresentados por meio de cartazes, ilustrações ou outras formas de exibição, contendo o objetivo, a funcionalidade, como aplicá-los e o público-alvo, entre outros detalhes. 

Mas afinal, qual é o desempenho da educação no país? 

Apesar dos esforços, as escolas na Islândia ainda precisam de melhorias educacionais quando comparadas aos demais países nórdicos. 

Isso ocorre porque o país apresenta o menor nível de compreensão de leitura e matemática entre eles, conforme os dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Além dos dados oficiais 

Ainda que os dados exponham certa defasagem, é importante observar que eles não podem ser os únicos indicadores de qualidade. 

Segundo o próprio governo islandês, as pesquisas não medem fatores fundamentais como criatividade, inclusão, iniciativa, percepção e inteligência social, cooperação e outras habilidades importantes na formação da cidadania. 

Para saber mais sobre a Educação ao redor do mundo, você pode conhecer como é estudar na Coreia do Sul, considerada um dos sistemas mais rigorosos e avançados do mundo.

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