Ensinar é uma tarefa que precisa de esforço e dedicação de todas as partes. Em uma sociedade que gera novos conhecimentos constantemente, professores abertos a serem também aprendizes são o diferencial.  Formar pessoas neste século, envolve um ensino de dentro e fora da sala de aula, que integre conteúdos já tradicionais e habilidades de uma realidade tecnológica e comunicativa. 

Quais as competências do professor no século XXI? É isso que você irá descobrir neste artigo, mas já adiantamos que a partir de agora educadores e educandos estão construindo conhecimento de forma mútua. Por isso, também é importante entender em qual momento a educação e os alunos estão. Isso porque o vínculo que criam é consequência de que tipo de informação consomem e do meio em que estão inseridos. 

Educação 4.0 

A educação 4.0 teve início a partir da quarta onda da Revolução Industrial e das tecnologias disruptivas. Nessa última onda, é modificada também a maneira de se adquirir conhecimento pela automatização e facilidade nos processos. E para a educação 4.0 une-se todo o conhecimento já aplicado dentro da sala de aula com a inserção das novas tendências digitais. 

Um fator importante é que o século XXI representa o momento de softwares e inteligência artificial. Então, para a educação isso está além de ser aplicado somente dentro da sala de aula, mas em toda gestão, a fim de gerar análises mais assertivas de cada aluno. Dentro disso, temos as metodologias ou pedagogias ativas e o ensino híbrido que aos poucos inserem a educação 4.0 e quarta onda da Revolução Industrial dentro das escolas. 

Geração Z e Alpha 

Nossos alunos fazem parte da geração Z (nascidos entre o final de 1990 e início de 2000), ou alpha (nascidos a partir de 2010). Mas o que querem e como são movidas essas gerações? 

A Z se caracteriza por jovens que compreendem e vivem a diversidade, lutam por suas causas, são autênticos, comunicadores e conectados. Para entender mais essa geração, indicamos um vídeo do canal Limão ou Limonada:

Já a Geração Alpha representa todas as crianças que já nasceram na era dos recursos e meios digitais. E a partir do momento em que recebem o acesso às possibilidades tecnológicas, tornam-se um grupo que se desenvolve pelo estímulo e são mais independentes para resolver conflitos desde pequenos. Separamos um conteúdo do clube Dentro da História para você compreender mais sobre essa geração. Após compreender melhor nossa realidade, podemos descobrir também quais são as competências do professor no século XXI. 

Competências do professor no século XXI 

Com alunos movidos pela tecnologia e com o anseio de aprender cada vez mais, é preciso que além deles, professores também desenvolvam novas competências que satisfaçam tanto a si mesmos quanto a expectativa dos educandos. O conhecimento agora amplia os patamares e não está baseado somente em habilidades como matemática e língua portuguesa, é preciso: 

  • Conhecimento interpessoal para saber lidar com a diversidade e o outro, dentro e fora de sala de aula 
  • Conhecimento cognitivo para que alunos desenvolvam o pensamento crítico e alunos saiam da escola letrados, não apenas alfabetizados 
  • Conhecimento intrapessoal como maneira de aprender consigo e desenvolver habilidades socioemocionais 

Nesse cenário há competências que o professor do século XXI não pode deixar passar. 

Inovação e tecnologia 

É normal que nem todo educador esteja habituado com grandes tecnologias dentro da sala de aula, uma vez que são gerações diferentes. Os nativos digitais, nossos alunos, nascem imersos nesse mundo e, por isso, estão um passo à frente.  

Mas uma realidade é que o professor no século XXI já tem recursos para planejar suas aulas com ferramentas e possibilidades que não se limitem apenas à escrita em um quadro. Alunos da geração Z e Alpha precisam de estímulos e fazer parte da construção do conhecimento. Inserir no aprendizado recursos digitais, o mínimo que seja, já torna o processo mais dinâmico, atrativo e tira a passividade do educando que até então era comum. 

Temos em nossas mãos alunos que a todo momento recebem milhares de informações e são conectados por conhecimento, o papel do educador é trazer essas habilidades para sala de aula. Se o seu aluno gosta de jogar, porque não mostrar jogos educacionais, que unam o que gostam de fazer com a vontade de aprender? 

Aposte em novas metodologias, vídeos, conteúdos dinâmicos, ebooks e ferramentas disponíveis na internet que sejam propícias ao conhecimento.  

Criatividade 

Se estamos falando de alunos que têm o anseio de querer novos desafios e não se contentam com o tradicional, a criatividade é essencial para que educadores consigam incentivar seus educandos ao aprendizado. Nesse cenário não há mais a possibilidade de aulas previsíveis, que se baseiam em abrir o livro, ler um texto e resolver questões. 

Alunos querem e precisam de mais, sentem a necessidade de serem instigados. Faça isso por meio da imaginação, coloque-os também nos processos criativos, deixe que participem da construção do conhecimento. Não estamos dizendo que toda aula precisa ter uma abordagem totalmente nova, mas não deixe que caia na rotina. 

Para conseguir levar esse dinamismo ao ensinar, incentive também a sua criatividade. Realize exercícios para trabalhar suas ideias e consuma diferentes conteúdos. Pensando em inspirar você, trouxemos o TEDx da pedagoga Daiane Grassi, olha só:

Livro: Escolas Criativas – Sir Ken Robinson 

O educador inglês e especialista em criatividade, Sir Ken Robinson, dedicou sua vida ao pensamento criativo, como estratégia para contribuir com as jovens gerações contemporâneas em seu dia a dia de aprendizagem. Ao longo de sua carreira estudou e repensou modelos do sistema educacional tradicional, trazendo provocações e inspirações para abraçarmos um conceito mais amplo de inteligência e possibilidades de construção de conhecimento. 

Por isso, uma indicação para ampliar seu conhecimento e auxiliar nos processos criativos é a obra de Sir Ken Robinson que traz maneiras e práticas de transformar e tornar a educação mais criativa, pensando fora da caixa e articulando ações para explorarmos ao máximo as potencialidades dos educandos, em vez de apenas condicioná-los a sistemas padronizados. 

Integralidade 

No século XXI, os alunos deixaram de ser passivos no aprendizado e agora querem ter uma participação ativa. Professores não são mais apenas transmissores de conteúdo, mas mediadores. Ou seja, agora é preciso que ofereçam recursos e possibilidades de que alunos criem também seu próprio aprendizado pela integralidade e colaboração. 

Essa mudança no comportamento dos alunos, faz com que metodologias de ensino também precisem ser adaptadas. Em conjunto, os educandos conseguem aprender melhor, entender o outro e trabalhar o convívio. Então, proporcionar ambientes integrativos desde a infância faz com que cresçam entendendo as diferenças e opiniões de cada um.

Procure trazer em suas aulas debates, atividades em grupo e colaborativas para instigar o cooperativismo já cedo. Deixe que participem das decisões e também sejam protagonistas. As metodologias ou pedagogias ativas são uma opção para mudar o dinamismo dentro da sala e trazer a integração no aprender. 

Comunicação 

A comunicação é a chave para o ensino. Comunicar é transmitir, passar ou reproduzir uma mensagem e/ou informação para uma pessoa ou grupo. Quando ensinamos, estamos transmitindo conhecimento, mas na era da educação 4.0, precisamos adaptar algumas características da nossa linguagem. 

Se antes boa parte dessa comunicação era feita pessoalmente, agora é necessário adaptar e criar uma comunicação clara para outros meios. É essencial que o seu aluno entenda o que quer passar seja por um vídeo, texto ou aula online. Além disso, comunicar passa a ser uma forma de construirmos juntos novos conhecimentos. 

Na comunicação, estabeleça o aprendizado e escuta ativa. Esteja aberto para entender o que seus alunos querem falar e traga seus anseios para a sala de aula. Se existe dificuldade em entender, procure novas e mais maneiras de ensinar. Compreenda o seu educando e, principalmente, traga para o ensino uma comunicação não-violenta para criar conexão. 

Busca pelo aprendizado 

Lembra que falamos de uma geração que a cada segundo recebe milhares de informações? É importante que educadores também façam parte disso, consumam novos conhecimentos sempre que possível e estejam a par dos fatos. Junto disso, entra a habilidade do pensamento crítico em escolher o que vale levar para sala de aula e ao mesmo tempo autonomia em decidir conteúdos de valor. 

Será que todas essas informações são válidas ou algum filtro pode ser feito? Chegar em um nível alto de entendimento só é possível com muito aprendizado, por isso, lembre-se que sempre há o que ser aprendido. E leve isso também aos seus educandos, faça perguntas, incentive a pesquisa e o valor do conhecimento. 

Precisamos de professores que também sejam alunos 

A tecnologia está ocupando mais espaço na educação e o papel do professor no século XXI aos poucos mudando. Educadores são a base da educação e agora compartilham esse posto ao lado dos seus alunos que também querem fazer parte do aprendizado. Como educador que acredita em uma escola transformadora, não deixe para trás o aluno que também há em você. Sempre há novas formas de inovarmos dentro da sala de aula! 

“O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender.”
Janoí Mamedes

 

 

 

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