Qual é a sua ideia sobre o que constitui uma família? É um casal e seus filhos? Um conjunto de pessoas que moram na mesma casa? Um grupo de indivíduos que sentem amor e carinho uns pelos outros? Bem, sociologicamente falando: a família é um conjunto de pessoas que se encontram unidos por laços afetivos ou de parentesco. Ou seja: vínculos por afinidade (relações afetivas), ou consanguíneos (a partir do parentesco biológico).

Existem inúmeros arranjos familiares que compõem uma sociedade. Por exemplo: uma mãe que cria sozinha o seu filho, avós que são guardiões dos netos, pais divorciados que embarcam em novos casamentos, ou mesmo o padrão considerado tradicional, que é pai, mãe e filhos. São várias possibilidades diferentes, entre as quais nenhuma é melhor do que a outras, são todas formas de constituições familiares igualmente comuns e importantes.

Considerando essa situação, ao trazer para o debate escolar a temática família, os educadores se deparam com um grande desafio, que é o da inclusão de todas as configurações, para que nenhum aluno se sinta lesado ou não representado pelo discurso abordado. Por serem ambientes que volta e meia estão em contato direto um com o outro, é impossível dissociar a família da escola. E é por esse motivo que torna-se importante saber guiar as conversas e debates, para não interferir na educação familiar dos educandos, mas também tratar de modo natural os conteúdos referentes à família no dia a dia escolar.

Para contribuir com a reflexão acerca do tema, estudamos e elencamos alguns pontos que podem ser consideradas durante o preparo das suas aulas. Confira e inspire-se!

Dia da Família

Devido às múltiplas possibilidades de formações familiares, uma boa dica para ser democrático na hora de celebrar as relações com pessoas queridas, é adaptar datas comemorativas como o Dia das Mães e Dia dos Pais, para o Dia da Família. Assim, cada educando terá a liberdade para se engajar em atividades e homenagear a pessoa que representa a sua família, naquele momento.

Inclusive, ações como essa estão presentes nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, das Organizações das Nações Unidas, para fazer parte das estruturas curriculares até o ano de 2030. O objetivo é incorporar reflexões na educação, a fim de garantir a promoção de direitos básicos do ser humano. Ou seja, ampliar a visão para todas as formas de constituição familiar, é uma forma de promover a inclusão e respeito entre as pessoas.

Qual é o papel da escola nessa discussão?

O ambiente escolar pode contribuir muito com a formação pessoal dos educandos, inspirando eles a compreenderem a diversidade das relações familiares e – sobretudo – oferecendo apoio para os alunos que vêm de constituições de família que fogem do considerado padrão. Mas, por se tratar de uma questão delicada, é essencial que os professores e funcionários estejam em sintonia com sua função dentro da escola, para que não interfiram ou condicionem os estudantes com base em suas crenças particulares.

Para que isso se torne possível, os educadores precisam se despir de preconceitos e aceitarem que todas as relações familiares, afetivas ou consanguíneas, são válidas e importantes para o bem-estar social. Independentemente do assunto que envolve o tema família em sala de aula, um ponto primordial que deve estar presente em quaisquer discussões, é a necessidade do respeito e combate ao preconceito. Mais do que a relação com famílias, esses dois tópicos estão relacionados com valores básicos que precisam estar presentes no dia a dia em sociedade, seja no âmbito que for.

Uma sugestão de atividade proposta pelo site Geledes, afirma que:

“É possível lançar um desafio pedagógico em que os diferentes tipos de família conhecidos pelos professores e funcionários sejam listados e solicitar que eles expliquem, em termos de configuração e modo de agir, o que há de diferente no comportamento dessa família. Essa é uma boa forma de desmistificar os tabus e mostrar que, se bem estruturado, qualquer um dos arranjos familiares apresentados pode contribuir para o desenvolvimento da criança ou jovem. Essa atividade também pode ser proposta para os alunos adolescentes, focando na apresentação das pesquisas realizadas e na valorização do que identificam como importante na convivência em casa, deixando claro que o apoio da família pode existir independentemente da forma como elas se configuram”.

Leia na íntegra em Como abordar os novos modelos familiares na escola e combater o preconceito.

O que você acha desse tema?

Dificilmente as questões que envolvem família serão completamente dissociadas do ambiente escolar. Justamente por isso, é importante compreender ao máximo todas as possibilidades de estruturas familiares, para que durante o processo de aprendizagem os educandos se sintam representados e identificados com os assuntos tratados em sala de aula. Para expandirmos nossa rede na busca de uma educação transformadora, queremos saber de você: QUAL É A SUA OPINIÃO SOBRE ESSA QUESTÃO e QUAIS SUAS SUGESTÕES DE ATIVIDADES E ABORDAGENS PARA TRATAR ESSA TEMÁTICA?

Compartilhe com o Transformando.com.vc e vamos permanecer juntos no caminho do progresso nos processos de construção de aprendizagem e conhecimento.

E aproveite para ficar ainda mais por dentro desse assunto, assistindo a live que transmitimos em parceria com a pedagoga Vânia Machado, do Programa A União Faz a Vida, do Sicredi. Está disponível aqui.

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